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Nem
todo mundo estava presente quando os membros da SupreMa entraram no palco
para fazer alguns ajustes de som, mas as pessoas certamente estavam muito
ansiosas pela apresentação, que era aguardada com bastante expectativa.
A banda SupreMa começa o seu show com uma música de Introdução muito contagiante.
Era um prenúncio do que estava por vir. Após a Intro, o show seguiu com
a longa e já clássica Spyeyes. E foi uma típica "porrada nos pés dos ouvidos".
Eles complementaram com um belo cover do Helloween, Sole Survivor.
Neste momento o público começou a interagir com a banda e vice-versa. A galera de Caruaru começou a entender o poder da SupreMa. E, aos poucos, as pessoas iam se aproximando do palco para sentir a vibração e a energia. Outra música autoral entra em cena. Desta vez eles atacam com a belíssima Escape. Esta música ao vivo tem uma melhor sonoridade. De repente, o Pedro Nascimento dá uma pausa no show para apresentar a banda: Gabriel Conti (baixo), Helmut Quacken (bateria) - também baterista do Glory Opera: o cara é um gigante realmente, tanto fisica como profissionalmente. Fantástico! Um dos melhores que já tive o prazer de conferir de perto -, Pedro Nascimento (vocais) - anunciado pelo Douglas - e finalmente Douglas Jen (guitarras). Neste instante, o Douglas resolve nos presentear com um breve e belo solo de guitarra onde ele interagia com a platéia e esta o respondia a cada comando seu. Fury And Rage foi a próxima. Aliás, esta é uma das novas músicas da SupreMa. Os headbangers ensaiavam uma coreografia conjunta e isto "gerava ainda mais gás" aos artistas. Eles não poderiam ter respondido melhor: No More Tears (cover do Ozzy Osborne) foi uma grande (e excelente) surpresa para mim, com uma perfeita introdução do Gabriel Conti e seu contra-baixo. Nightmare e Visions From A Other Side, duas outras novas músicas da banda, dão seqüência ao show. Com a adição da agitação do público que não parava de balançar as cabeças e arriscarem alguns gritos. Essas músicas novas prometem algo de muito bom em breve. Um ponto negativo para o Teatro João Lila, em virtude de seu formato, é que a galera não tinha como executar os moshes, tão comuns em eventos deste tipo. E os covers não paravam. Of Sins And Shadows (Symphony X) e Pull Me Under (Dream Theater) foram a prova concreta de que os caras arrebentam e são muito bons no que fazem. Seus talentos individuais se encaixam com muita competência. Destaque para o vocal do Pedro Nascimento e sua versatilidade e presença de palco. A hora tão esperada pelos fãs - assim como eu! - havia chegado: Be Quick Or Be Dead (Iron Maiden) foi o ápice do espetáculo. E esta música foi executada sem problemas ou qualquer interferência, uma vez que houve aquele incidente com o side no show em Recife (PE) e a "invasão" do público em São Luis (MA). É uma experiência muito marcante presenciarmos uma banda tocar esta música de forma tão feroz e cativante ao mesmo tempo. Mais uma música autoral nos foi apresentada. A incrível Powermind, um outro clássico da SupreMa, que veio para delírio de todos. Através desta música a SupreMa mostra todo o poder de interpretação do Pedro Nascimento, a habilidade do Helmut Quacken, a destreza do Gabriel Conti e a técnica apurada do Douglas Jen. O resultado ? Eles mostram mais uma vez o motivo de estarem firmes na estrada e sendo tão bem aceitos no cenário do Heavy Metal nacional. O carinho e atenção que eles demonstram para o público são recompensados com todas as honrarias devidas. A brilhante noite de apresentação da banda SupreMa estava chegando ao seu final e o público saciava sua avidez com uma inesquecível interpretação de Run To The Hills (Iron Maiden). Foi emocionante ver o público acompanhar em coro o refrão desta música que ecoava no TJL. Eles fechavam o set de uma maneira magistral, que será marcada para sempre nas mentes dos que estavam ali presentes. Assim, após uma hora e meia de apresentação, a SupreMa despede-se do público que fervorosamente pedia pelo bis mas que, por questões de limitação de tempo, não poderia ser atendido. A performance da SupreMa definitivamente deixou sua marca fincada na cidade de Caruaru. Aos que compareceram, ficou muito claro e bem expresso aquele "gostinho de quero mais". Resta agora torcer para um breve retorno deles. Para isso, fica a sugestão de que aqueles que fazem a cena metaleira acontecer na região procurem difundir ainda mais o movimento. O apoio às bandas e aos artistas deve ser mais do que nunca inserido habitualmente nas atividade pertinentes ao Heavy Metal. Que todos executem suas partes, individual ou coletivamente.. http://joscomultimedia.blogspot.com/2008/09/mlne-suprema-caruaru.html |